• Patrícia Candoso

Felicidade ou perfeição?


Quero que a minha filha seja feliz e não perfeita. A busca pela perfeição nos dias de hoje é tão constante que acho, sinceramente, que muita gente confunde com a felicidade. Mas na realidade é uma falta de auto-estima e amor próprio tão grande, que cada vez mais vemos crianças ansiosas e infelizes, porque aquilo que conseguem alcançar não foi o suficiente para serem elogiadas pelos pais e consequentemente não é o suficiente para se sentirem felizes... quando querem ser perfeitas, porque lhes foi exigido. Nesta semana ouvi um pai confidenciar a outra pessoa que a filha de 10 anos estava com um problema de saúde derivado de ansiedade e não percebia o porquê dela ser assim, andava em não sei quantas atividades para gastar a energia a mais que tinha... e mesmo assim não resultava. Fiquei muito preocupada, apesar de não conhecer a família em questão, porque nós pais de uma forma geral somos os culpados, porque estamos, sem querer, a despejar constantemente as frustrações e ansiedades da nossa vida adulta, pessoal e profissional, em cima de crianças esponjinhas e sonhadoras que não têm consciência do que lhes estamos a fazer. Falar é fácil sim, na prática dá muito trabalho educar. E no meu caso estamos ainda no começo... mas por isso mesmo escrevo sobre isto, para que sempre que falhar possa ler este texto e me faça refletir e corrigir o meu erro. Mas como educa-los para que sejam felizes? Acho que em primeiro lugar devemos observar e conhecê-los bem, para perceber que brincadeiras gostam de ter, quando gostam de mais atenção, e principalmente não projectarmos neles coisas que na realidade foram sonhos nossos ou gostávamos de fazer na nossa infância. Claro que há sempre comparações inevitáveis, mas é normal são nossos filhos, é genética. Penso que estimular bons sentimentos, como compaixão, gratidão... fá-los aprender a lidar de uma forma melhor com o sofrimento. Dizer obrigada, por favor, desculpa são aquelas palavras mais difíceis de entender, por vezes há crianças que até as podem dizer mas será que entendem o verdadeiro significado dessas palavras? Acho que mais importante do que pedir desculpa é a criança entender a razão pela qual deve pedir. Tentarmos ser positivos! Mesmo que o dia tenha corrido mal, estejamos irritados com o trabalho ou com alguém, não podemos passar isso para as crianças. Vamos aproveitar aquele momento com elas para aliviar e esquecer por uns minutos os problemas. Não há nada melhor para “desarmar” a nossa tristeza do que um sorriso dos nossos filhos, não acham?  

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