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  • Patrícia Candoso

A tentar manter a serenidade...



Já há mais de uma semana que não escrevo nada aqui, desculpem esta ausência. Mas com tantas coisas boas que possa partilhar, facto é que os sentimentos de receio, respeito e instabilidade se apoderaram dos meus pensamentos. E falo comigo própria: "vou escrever sobre o quê? Mais um texto ou opinião sobre o vírus?"...


Vou tentar não falar nisso, até porque acho que quem quiser estar informado ou quem quiser ler sobre a situação que estamos a viver, basta ligar a televisão ou ler (online) vários jornais. Atenção, deixo apenas um conselho verifiquem as fontes do que leem na internet, por favor, e não partilhem se vos parece que a fonte não é credível. A contra-informação é muito poderosa e pode prejudicar muito, principalmente num estado de calamidade como este.


Dito isto, resolvi partilhar convosco uma espécie de diário da quarentena voluntária aqui de casa! Começámos na passada sexta-feira 13, já tínhamos decidido ficar em casa os 3 pelo menos durante uma semana. Não foi uma decisão fácil, porque isso implica não trabalharmos e, no nosso caso, se não trabalhamos também não recebemos... mas valores mais altos se impõe quando falamos de saúde, da nossa e dos outros.


Hoje é o nosso 6º dia e confesso, há momentos em que só me apetece abrir a janela, encher os pulmões e gritar, para descarregar a energia acumulada e a frustração. Felizmente a Maria Clara é uma menina com muita vida e alegria, apesar dos seus momentos de birra como é natural nas crianças de 2 anos. Por isso, temos feito muitos jogos, brincadeiras, desenhos e pinturas, plasticinas, cantamos, dançamos, vemos também desenhos animados na televisão e tentamos ao máximo manter rotinas e não andar o dia todo de pijamas.


Ir à rua fomos apenas o estritamente necessário e só um de nós, deitar o lixo no ecoponto, duas idas à farmácia, uma vez ao supermercado e duas vezes a casa dos meus pais para ir buscar alguns bens essenciais, mas sem qualquer contacto fisico ou proximidade, até porque o meu pai tem historial de doenças cardiovasculares. A Clarinha saiu duas vezes no seu carrinho triciclo para apanhar ar fresco, demos uma volta pelo passeio ao pé de casa, cruzámo-nos com duas pessoas que faziam uma caminhada... e só trocámos olhares nervosos e desconfortáveis.


Proponho trocarmos ideias para ajudar a passar o tempo com as nossas crianças! Por aqui, e como sugestão da escolinha da Maria Clara, que vai mantendo contacto com todas as crianças lançando sugestões e desafios, já fizemos um arco-íris com lápis de cera, lemos o conto "O Meu Pai" de Anthony Browne e fizemos massa de modelar.



Também inventámos outras brincadeiras e jogos, por exemplo: fizemos torres com os bloquinhos de madeira e depois tentámos acertar com as bolas coloridas.



Esta manhã, depois do banho e de querer encher o cabelo de ganchos, foi dedicada à música e criámos ritmos com pequenas palavras. Não foi fácil mas... vejam o vídeo!



Fico à espera das vossas sugestões e cuidem-se, é muito importante seguir as recomendações oficiais e ficar em casa o máximo possível. Até já!




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