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Sobe sobe balão sobe...

May 20, 2018

 

 

Até poderia ser um texto alusivo ao festival da canção, sempre acompanhei em criança e adorava brincar com as minhas bonecas fingindo que era a apresentadora do festival e também todos os concorrentes, elas eram somente o público. E cantava horas a fio todo o meu repertório fazendo do único comando de televisão o meu microfone. Mas não, não é um texto sobre o festival. Até porque já tanto se falou (bem e mal) que não há mais nada a dizer!


Sempre tive pânico de balões desde que me lembro, não sei porquê, nem a minha mãe sabe, e acreditem que a minha mãe sabe tudo. Sim balões! Os balões típicos de borracha no seu formato normal causam-me pânico. E quando digo isto normalmente as pessoas riem pela estranheza e o ridículo que é ter medo de balões. Pois é, mas eu tenho. 

 

Convivo muito bem com os pequenos balões de água, balões de foil que até têm formas e formatos muito giros para festas, balões fininhos daqueles para moldar e até aqueles balões gigantes para voar. E quando digo que tenho pânico é mesmo pânico! Há uns anos atrás, a proximidade de balões provocava-me palpitações, respiração irregular e até suores frios. Estar num espaço fechado, mesmo que fosse amplo, com balões era impensável, o medo sufocava-me. O pior cenário era quando via uma criança a brincar com um balão, a probabilidade desse balão rebentar era toda e quando isso acontecia até chorava.
 

Mas o que podia fazer para combater esse medo? Agora depois de ser mãe penso: não posso privar a minha filha de brincar com balões, ou pior passar-lhe esse medo!
Ouvi várias teorias e conselhos... Comecei por tentar enfrentá-lo. 

 

Primeiro passo conviver com eles, os balões existem (e estão em todo o lado acreditem) eu existo vamos tentar dividir o mesmo espaço. Ao início foi difícil mas hoje já consigo ignorá-los desde que estejam quietinhos e sem crianças por perto.
Já pesquisei sobre este medo estranho e tem nome: Globofobia, e divide-se em vários tipos de medo de balões, há pessoas que só de pensar em balões ficam em pânico. 

 

Bom, o meu pânico é apenas ao tacto e ao som produzido pelo estouro do balão a rebentar. Há uns tempos percebi que os sintomas de medo que tenho são idênticos aos da ansiedade, por isso resolvi começar a fazer respirações calmas e profundas, contar até 10 ou 20, não manter contacto visual com os balões, e tem resultado!
Há por aí cada medo! Mais alguém com globofobia? Contem-me os vosso medos mais bizarros! 

 

 

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Autora de Quero a Minha Mãe, um blog dedicado ao universo complexo das mãe. 

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